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(M
ais) PAI pretende ser um espaço de reflexão, de partilha de experiências, de esclarecimento de dúvidas mas,
acima de tudo, um incentivo para que nós, PAIS, de todas as idades, raças e credos, sejamos cada vez
mais (+) Presentes, mais (+) Activos, mais (+) Informados, na educação dos nossos filhos.
Acompanhar de perto e intervir da melhor forma no desenvolvimento saudável dos nossos descendentes.
Protege-los quando necessário mas dar-lhes tempo e espaço para brincar e
sonhar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

11 Meses... Já?!

Foi no passado sábado que o nosso homenzinho atingiu a belíssima marca dos 11 meses de idade.

Íncrivel não é? Parece mesmo que foi ontem... dentro de 26 dias completa o 1º Aniversário!!

Agora é que começa a doer a sério! Ao Rafa, os dentes a romper as gengivas, que já começam a não deixar adormecer; Aos pais, a cabeça de tanto correr atrás do moço e das noites sempre a acordar.

O nosso rapaz já parece um ginasta. À noite, quando não quer adormecer, levanta-se num ápice, agarrado às grades e vai de reclamar. De dia, agarra-se a tudo o que estiver ao seu alcance para tentar (ainda não conseguiu) colocar-se de pé... ora é no móvel da televisão, ficando especado a olhar para as imagens; ora é no bidé, ficando pendurado pelos braços tipo alpinista, pedindo "ajuda" (chorando) logo a seguir, pois nem se levanta, nem consegue sair daquela posição.

Quanto ao gatinhar, parece um autêntico todo-o-terreno, pois passa por cima de qualquer obstáculo, atirando-se de cabeça (literalmente) para chegar ao seu destino (por vezes temos mesmo de impedi-lo, pois alturas superiores a 30-40 cm podem magoar demasiado).

Na água também se sente que nem um peixinho. O banho sempre foi uma festa e da última vez que o levamos à piscina já não chorou. Andou sempre ao meu colo, desconfiado, a olhar para todos os lados, atento aos gritos dos outros miúdos (mais graúdos), mas lá se aguentou.

Lá deu uma chapinhadela, tímida, com a mão na água ou com um pé, mas depois que lhe coloquei uma prancha por baixo da barriga, era vê-lo "surfar" todo contente, batendo os braços e as pernas. Só não foi mais longe porque o "mar" estava "flat"...

O 3º dente já rompeu e, segundo a mãe, é o dente de vampiro, pois fica de lado. e o 4º também já vem a caminho, do outro lado, para completar a dentição vampiresca!

De resto, continua o mesmo comilão de sempre. Quando acaba de comer fica com uma barriga (quase) tão grande como a do pai... proporcionalmente falando, claro.

Em Maio vamos fazer as nossas primeiras férias em família... vamos ver como corre!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ninguém pára o Rafael!

Há pouco mais de uma semana que o nosso pequeno lá se decidiu a deslocar-se pelos seus próprios meios.
Não se pode dizer que gatinha, mas chega onde quer, e com uma rapidez!...

A técnica que ele utiliza é mais tipo tropa: rastejando apoiado nos antebraços, puxando-se com a força dos braços e, apesar de movimentar energicamente as pernas, só por vezes consegue impulsionar-se com o apoio dos dedinhos dos pés.

Ainda assim, apesar de não gatinhar, a sua agilidade e determinação já nos deixam com (alguns) cabelos em pé (nem quero imaginar quando ele andar...). Não o podemos deixar na nossa cama e virar costas por 1 segundo, pois ele vai de uma ponta à outra num piscar de olhos.
Quando está na sala e decide ir explorar o espaço, se a mãe estiver com o portátil ligado, tenta alcançar o cabo eléctrico do mesmo, só se afastando com a voz do pai... altura em que faz beicinho e ameaça chorar.
Outras vezes faz umas perseguições à Luna (gata) que, apesar de se conseguir escapar, por vezes também é surpreendida pela velocidade do rapaz.


Já na sua cama, passa as noite a destapar-se e a atravessar-se na cama, em todas as direções possíveis e (in)imagináveis. Claro que depois sobra para o pai que, acordado pela mãe, vai tapar o rapaz e endireitá-lo. Como o colchão agora está mais baixo, esta tarefa é atribuída a quem tem os braços mais compridos.

Vestir o moçoilo ganha agora uma nova definição: trata-se de uma odisseia de rodopianços, meias-voltas, mortais à retaguarda, piruetas e outras movimentações acrobáticas, que esgotam em poucos minutos a paciência dos progenitores.

Além de rastejar, ele também já dá uns passos (mais ou menos) certinhos mas, claro, somente agarrado às nossas mãos.

Agora, não há quem o mantenha sentado muito tempo, e deitado nem pensar... só se estiver mesmo perdido de sono.

Agora que aprendeu a movimentar-se por vontade própria, com os seus objectivos bem traçados, e pelos seus próprios meios... Ninguém o pára!

terça-feira, 16 de março de 2010

Afinal havia outro!

Um dia após o 1º dente dar sinal de querer romper a gengiva, já o segundo dente espreitava também.

Neste momento são 2 (dois) os "ratinhos" (como a mãe tão carinhosamente os designa) que já roem bolachas maria e, volta e meia, dão-lhe desconforto tal que desata a morder o que tiver à mão.

Ontem fomos à consulta dos 9 meses (apesar de ele estar a 8 dias de completar o 10º mês) e ele já está de novo a crescer bem. Pesava 7,62 Kg e media 67 cm, mantendo-se a sua "curva de crescimento" no percentil 5. Nasceu pequenino, mas com o apetite que ele tem, vai chegar e passar, sem dificuldade, a altura do pai... estou certo disso.

Por enquanto ainda não gatinha mas, a julgar pela vontade que tem de se virar de barriga para baixo, e pela facilidade com que o faz (já me pregou um valente susto ao fazê-lo no muda-fraldas... valeram os meus reflexos para evitar o pior), deve estar para breve.

Ontem, pela primeira vez, vi-o a dar uns passinhos para a frente, pois até aqui eram só para a retaguarda, agarrado às mãos da mãe. Vamos lá ver se hoje consigo filmá-lo!

Já está mais perto de conseguir bater palmas; leva-as ao encontro uma da outra mas depois descem e acertam nas pernas... precisa de treinar mais. Mas já sabe tocar maracas (com ritmo e tudo) e xilofone também, ontem até o fez com os pés!

Mas o que o fascina mesmo são o comando da televisão e os computadores portáteis. Isso é que é vê-lo a esforçar-se por gatinhar para os alcançar. E claro, como bons pais que somos, usamos esse interesse para o estimular.

Ah é verdade, ele também gosta muito de falar ao telefone... bem, é mais ouvir falar ao telefone, com os avós em alta voz, e gritar-lhes de volta se não lhe damos o telefone para a mão. Quando finalmente tem o telefone na mão, cala-se, dá-lhe voltas e voltas e depois... desliga a chamada!

E assim vai o nosso pequenote.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

9 Meses e 1 Dia - O dia DD!

Hoje foi o Dia DD para o nosso filho! O Dia em que primeiro Dente Decíduo "viu a luz do dia".
Começou a romper o primeiro dente de leite do Rafael!
Quem deu por ela foi o avô materno, enquanto brincava com o neto. Porém, foi a mamã que o viu pela primeira vez.

Com a erupção do primeiro dente, inicia-se mais uma fase, importantissima por sinal, para o bom desenvolvimento do nosso filhote. Ao contrário do que muitos pais possam pensar, a dentição decídua, temporária ou de leite, conforme lhe queiram chamar, é tão importante para um crescimento saudável, como qualquer outro orgão ou sistema do corpo.

Além da função óbvia que consiste na alimentação, esta dentição é também responsável pela correcta formação da face, bem como de manutenção do espaço para a dentição permanente.

Desta forma, é essencial uma boa higiene oral, desde o aparecimento do primeiro dente, por forma a prevenir cáries e outros problemas dentários.
Assim que se dá a erupção do primeiro dente, deve iniciar-se a escovagem do mesmo, seja com uma dedeira ou uma escova macia adequada para o efeito.

Nesta fase, não é necessário utilizar qualquer tipo de pasta dentífrica, apenas a limpeza dos dentes será suficiente. Mais tarde, quando for mais crescido, e já conseguir controlar a deglutição, já poderemos usar um pouco de pasta com menos flúor (apropriada para crianças), incentivando-o sempre a não engolir no final da escovagem.

Nas semanas que antecederam esta tão esperada chegada, o Rafael andou muito irritado e por vezes fez febre. São situações normais e que poderão estar (in)directamente ligadas à erupção dos dentes decíduos. Para aliviar o sofrimento dos pequenos, podem-se usar aneis de borracha, refrigerados de preferência, dedeiras para esfregar as gengivas, ou géis. Nós ficamo-nos pela primeira opção, se bem que ele depois resolve com o que tiver mais à mão para roer...

Agora é que se vão mesmo acabar as mamadas... se ele antes já conseguia magoar a mãe, imaginem agora... não é fácil ser mãe.

Se quiserem saber mais sobre saúde oral na infância, espreitem aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

9 Meses.. Que corrida!

É verdade, o nosso rapaz completou hoje 9 meses de idade!
Que viagem emocionante tem sido. Cansativa também, mas sempre compensadora.

Ultimamente, além de andar adoentado com alguma frequência, também anda mais rabugento. O leite materno já começa a escassear e não há maneira de o convencer a beber leite de fórmula (adaptado).

Já tentámos todo o tipo de tetinas e biberões e, apesar de em mais novo ele até lhes pegar bem, agora nem os quer ver. Podemos manter a tetina dentro da boca dele durante meia hora, que ele mantém a boca aberta, a chorar, durante o mesmo tempo.

Também já experimentámos dar-lhe o leite por um copo, mas engasga-se muito. Só vai lá à colher, mas nem sempre. Claro que o sabor do leite de lata em nada se compara ao da mãe, mas ele precisa de beber leite. Por isso temos insistido em que ele o beba.

Quanto ao comer, cada vez quer mais e mais. Só descansa quando fica com o pipo (mais que) atestado...

O lado positivo é que depois de jantar, pelas 21h30, adormece pelas 22h-22h30 e tem dormido a noite toda! Pelo menos assim dormimos os 3 melhor.

Habilidades que já sabe fazer: jogar às escondidas (tapamos-lhe a cara com um pano e perguntamos onde está o Rafael, e ele destapa a cara e ri-se!), abanar o capacete (poê-se de pé no nosso colo e agita cabeça e tronco para um lado e para o outro, como se estivesse num concerto, e ri-se), apesar de ainda não gatinhar, quando o colocamos de barriga para baixo, farta-se de rebolar e, num ápice, vira a cabeça para os pés e os pés para a cabeça...

A voz está cada vez mais "grossa"... manda cá um vozeirão, que até os vizinhos já comentam, eh eh. Está (quase) um homem feito!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Internamento

Continuando a "aventura" da última mensagem, quando nos dirigimos, pela segunda vez, às urgências por causa da bronquiolite do Rafael, a médica falou na hipótese de ele ter de ficar internado... apesar de estar na dúvida se ele ia ficar ou não, pois ele esteve sempre muito bem disposto.

As enfermeiras recolheram uma amostra da expectoração para descobrir qual o agente infeccioso e confirmou-se o pior. "Era o VSR - Vírus Sincicial Respiratório" um dos mais resistentes, pelo que acabou mesmo por decidir pelo internamento.
Fomos apanhados de surpresa. Eu, por que nunca me tinha visto naquela situação, e a mãe por que começou a associar ao caso do outro menino que já lá estava internado há 4 dias.

"Quem vai ficar com ele?", foi a primeira questão com que nos deparámos. A mãe estava muito abatida e cansada e, mesmo que não estivesse, eu estava mais preparado para ficar, quanto mais não fosse, por ser enfermeiro.
Só havia uma coisa que eu não podia fazer na vez da mãe: amamentar. "Como é que vamos fazer? Eu não me importo de ficar, mas e se ele acorda a meio da noite com fome?".

Ele ainda bebia leite materno e, apesar de agora a quantidade disponível já ser menor, ainda era o que ele tomava melhor. Seguimos os dois com ele até ao serviço de Pediatria II (o outro, de Pediatria I, mais indicado pela sua tenra idade, não tinha vagas, devido aos inúmeros casos de bronquiolites), enquanto combinávamos o que fazer. Colocaram-nos num quarto onde já estavam outros 2 bebés, também infectados com bronquiolite (para que não houvesse contágios).

A noite já ia avançada e nenhum de nós tinha jantado, apenas comeramos umas bolachas. A mãe ainda o conseguiu amamentar antes de ir embora e, decidimos que, se ele acordasse com fome, dava-lhe um iogurte e/ou papa láctea. Foi o que aconteceu e ele não se queixou... pelo menos da comida, não.

Fui informado que ele teria de fazer nebulizações de 3/3 horas e eu temi o pior, pois ele não tolerou muito bem as nebulizações na urgência. Para espanto meu, ali no quarto, talvez por estar mais escuro e sossegado, ele portou-se lindamente, não chorou nem sequer esperneou!

Já para dormir foi outra conversa... Qualquer ruído, dos outros bebés ou dos seus pais, o fazia estremecer e desatar num choro assustado. Tive de lhe pegar inúmeras vezes, embalá-lo e acalmá-lo, mas assim que o colocava na cama, começava tudo de novo. Depois de comer lá acalmou um pouco.
Continuou a fazer picos febris durante a noite e o dia seguinte.

De manhã, a mãe apareceu assim que pode e deu-lhe o "pequeno-almoço" (leite materno).
Mantivemo-nos os 2 por lá, perto dele, para que estranhasse o menos possível. A respiração melhorou um pouco ao longo desse dia (sábado), mas como ainda fazia febre, a médica que o observou nessa manhã, decidiu que ele ficaria mais um dia internado, pelo menos até deixar de fazer febre. O que viria a suceder nesse noite, pelo que no domingo de manhã, como se mantinha apirético (sem febre), ficámos esperançados que lhe dessem alta.

Desta vez, após uma segunda noite a dormir num cadeirão, quando a mãe chegou, eu aproveitei para vir a casa, tomar um belo e revitalizante duche e dormir! Ao meio-dia acordo com o telemóvel. Era a Ana a dizer-me que a médica tinha ido ao quarto observar a bebé do lado e tinha ido embora sem observar Rafael... assim, não teria alta. Lá regressei ao hospital. Entretanto disse-lhe para falar com as enfermeiras, que por sua vez explicaram situação à médica, que ficou de lá voltar depois de almoçar.

Aguardámos (im)pacientemente e, apesar de apirético, a médica queria que ele continuasse a fazer as nebulizações. Como sou enfermeiro, ela considerou a hipótese de lhe dar a alta, mas somente se eu lhe fizesse as nebulizações. Ligámos a familiares e conseguimos arranjar o nebulizador! Assim já podíamos ir para casa!!
E assim fomos... os 3, mais aliviados por não termos de passar outra noite separados.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

+ 2 meses se passaram

O tempo voou, desde o último texto que coloquei aqui.
Muita coisa aconteceu, felizmente, quase todas foram boas.


Lamento não ter cá vindo antes mas, apesar de me lembrar, o cansaço acabava por se apoderar de mim no final de cada dia.


Entretanto o rapaz cresceu, continua a comer muito bem tudo o que lhe damos: sopa de carne, sopa de peixe, papa, iogurtes, fruta... enfim, desde que as colheradas venham umas atrás das outras, não há problema.

Por outro lado, já deu noites melhores.

Desde o final de 2009 que ele andava com tosse e acordava muitas vezes durante a noite. Havia alturas em que tinha mais expectoração, mais espessa e de cor verde, e outras em que a mesma quase desaparecia.


Durante as férias de Natal e até aos "reis", ficou em casa com os pais, ficando ausente do infantário umas 3 semanas, sensivelmente. No seu regresso "às aulas" começou a ficar de novo mais adoentado, alguns picos febris à noite, mas reagia bem aos anti-piréticos.
A tosse e expectoração continuaram a não dar descanso, tanto ao Rafa como aos pais, obrigando a várias "limpezas" nasais, de dia e de noite.

No final do mês, mais precisamente no dia 26 de Janeiro, quando a mãe o trouxe do infantário, achou-o muito prostrado e contou-me que um dos meninos do berçário tinha sido internado no dia anterior com Bronquiolite.
Começamos a vigiar a temperatura do nosso petiz e... ao início da noite já estava febril.
No dia seguinte fui com ele à médica de família que, ao auscultá-lo, confirmou que tinha bronquiolite, mas muito inicial. Medicou-o e passou-me atestado para ficar a cuidar dele em casa.

No dia seguinte a respiração piorou. Ouviam-se uns "miados", uma pieira, que era cada vez mais frequente e ruidosa. Fomos à urgência pediátrica do hospital de Aveiro. Greve dos Enfermeiros (já sabia): "Não há triagem", pelo que fomos atendidos por ordem de chegada.

A pediatra que o observou comfirmou diagnóstico e, apesar de ainda não apresentar grandes dificuldades respiratórias, prescreveu-lhe uma nebulização, ao fim da qual podíamos ir para casa, e manter a medicação anterior.

Ele melhorou um pouco mas, no final do dia 29, sexta-feira, quando fomos de novo às urgências... o caso mudou de figura...

sábado, 28 de novembro de 2009

Mais, Quero Mais!

Depois de lhe termos iniciado a sopa por volta dos 5 meses, a fruta cozida 2 semanas mais tarde, heis que chegou o momento de lhe dar mais qualquer coisa.

É que o sucesso com as ementas anteriores foi tanto que, o moço, não só já abre bem a boca quando vê a colher (seja com sopa, seja com a fruta), como resmunga se se demora um pouco mais a dar-lhe a colherada seguinte. Por vezes, ainda estou a verificar a temperatura antes de lhe dar, e ele já está chateado por eu demorar tanto.

Apetite não lhe falta! Parece que nisso sai ao pai.

No passado dia 24, ao completar os 6 meses, presenteámo-lo com a sua primeira papa, na última refeição da noite (para ver se ele dorme mais um pouco... e nós também, claro).

Começou com uma papa láctea, sem glúten, de arroz e... apesar do estranhar inicial, à segunda colher já estava a adorar! Mais uma vez, tive de ser lesto a preparar cada colherada, pois o moço depois de "engrenar" só para quando o "pipo" (este é o termo carinhoso que nós damos à sua "pança" no final destes repastos) estiver atestado.

Entretanto mantemos a sopa ao meio-dia, cujos ingredientes vamos variando a cada 3-4 dias, também já lhe damos fruta natural, e as restantes refeições são de leite materno!

Claro que agora, o moço já tem de se "esforçar" um pouco para eliminar aquilo que o seu intestino não digeriu... pelo que estamos a ponderar oferecer-lhe alguns líquidos além do leite, para que não seja tão difícil para ele. Porém, é perfeitamente normal que as fezes fiquem mais sólidas, quando se introduzem alimentos mais sólidos nas ementas diárias.

E assim vai a diversificação alimentar do nosso filhote. Para já, sem queixas de maior.

domingo, 15 de novembro de 2009

Já fico no Berçário!

Na passada semana, iniciámos o período de adaptação no berçário, onde futuramente o nosso pequenote vais passar os dias, durante o horário laboral dos pais.

Na 2ª feira, como foi apanhar as vacinas dos 5 meses, que se encontravam em atraso devido a ter estado doente, não o levei para o berçário.

Começou na 3ª feira, de tarde, momento mais calmo, pois os bebés já almoçaram e já dormiram a sesta. Fiquei com ele todo o tempo, apresentando-lhe o espaço, os seus novos amigos, deixando-o interagir tanto com eles como com as auxiliares.

Parecia que já os conhecia a todos e, de facto, em parte isso era verdade, uma vez que a mãe trabalha noutra sala do infantário e, desde que terminou a sua licença que nós a vamos visitar nas horas de mamar.

Na 4ª feira já fomos de manhã. Havia mais choro e birra no ar, mas nada que o fizesse ficar na dele. Esteve calmo, mesmo quando eu me ia ausentando, aos poucos, para ver qual a sua reacção. Almoçou lá pela primeira vez. Apesar de já lhe termos iniciado a sopa em casa e, de agora esta ser feita por outra pessoa, ele comeu-a sem (grandes) objecções. Fez as caretas do costume, refilou um pouco, mas sempre foi abrindo a boca e engolindo a sopa.
Ainda comeu mais do que em casa! Aproveitei que ficou "bem tratado" e experimentei deita-lo na "sua" cama lá no berçário. Dormiu 2h!

Nos dois dias que se seguiram, passei cada vez menos tempo com ele, e o seu comportamento foi exemplar. Excepção feita quando estava com fome ou sono, em que chorava com uma vontade tal, que as auxiliares até estranharam a "potência" daquele pequeno anjinho...

Mas, assim que as suas necessidades básicas são satisfeitas, a "fera" volta a amansar, e não há nada que o perturbe: nem a ausência dos pais, nem a sopa ser dada por uma das auxiliares, nem o choro dos colegas... bem este último ainda atrapalha um pouco quando ele está a tentar adormecer, mas aos poucos vai-se acostumando.

A mim, que começo a trabalhar no dia 20, já me está a custar ficar longe dele... Porém, ele tem mais sorte do que os demais, pois a mamã está ali ao lado, bem próximo, para lhe dar o leitinho e o que mais for preciso.

Vamos ver como corre esta segunda semana no berçário, pois a partir de agora é (mais) a sério. O papá não vai lá ficar toda a manhã nem toda a tarde. Por muito que isso (me) custe.

Começa assim uma nova etapa na vida do nosso bebé...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ou sim ou Sopas

Com o aproximar do final da minha licença e, consequentemente, com a ida do pequeno para o berçário, decidimos iniciar a diversificação alimentar do nosso filho.

As opiniões sobre qual a melhor altura para o fazer são várias: entre os 4 e os 6 meses, ou após os 6 meses, são as mais comuns.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que o Aleitamento Materno pode e deve ser exclusivo até aos 6 meses, pois é o leite materno é o mais completo e providencia ao bebé todos os nutrientes de que necessita para um bom desenvolvimento.

Porém, não obstante, alguns especialistas defendem que a partir dos 4 meses já se pode começar a diversificar a alimentação do bebé, iniciando as papas, a sopa e a fruta.

A idade e a ordem pela qual devem ser inseridos estes alimentos, vão depender de diversos factores: como sejam o desenvolvimento estato-ponderal do bebé, a sua tolerância aos respectivos alimentos, a maturação do sistema digestivo e renal, a disponibilidade da mãe continuar a amamentar após o período de licença parental, etc.

Esta decisão cabe sempre aos progenitores mas, para a fazerem conscientemente, devem informar-se primeiro junto do seu médico assistente (médico de família ou pediatra) ou enfermeiro de família, seguindo as orientações fornecidas pelos mesmos, pois serão as que melhor se adaptam para o seu bebé.

No nosso caso, agora que ele já fez 5 meses, optámos por
introduzir primeiro a sopa. Começámos por fazer uma sopa cremosa com uma batata pequena e uma porção semelhante de cenoura. Sem sal nem azeite.

Apesar das caretas (como são de esperar) e de algum queixume, lá foi engolindo a sopa, sem deitar fora. Nos primeiros 4 dias a quantidade ingerida foi semelhante (pouca) e, ao fim de 1h o rapaz já estava com fome e a pedir mama, que lhe foi concedida, como é óbvio.

Ao quinto dia introduzi também um pouco de alface. E hoje, sexto dia, mesma ementa, embora a sopa tenha ficado um pouco mais aguada. Apesar de lhe ser mais fácil deitar fora assim, também acabou por ser mais fácil engolir - penso eu, uma vez que comeu mais do que costume e aguentou 2 horas sem pedir mama.

Amanhã é outro dia (o sétimo) vamos ver como corre. Para já, o papá está-se a safar... sim sou eu que tenho feito as sopas e que lhas tenho dado. Pelo menos enquanto estou em casa mais uns dias até terminar a minha parte da licença parental partilhada.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mas que 5 meses!

No passado sábado, dia 24 de Outubro, completámos 5 meses como pais de um lindo tesouro.

Um dia que não vamos esquecer pois, à imagem do seu pai na semana anterior, também o Rafa se estreou no Serviço de Urgência do HIP de Aveiro.

Foi a primeira vez que qualquer um de nós, os 3, entrou na urgência de Pediatria.
A razão que nos levou lá foi uma tosse ruidosa, com expectoração, com cerca de 2 dias, um pico febril e que culminou com dificuldades respiratórias e recusa alimentar.

Ficámos naturalmente preocupados e, apesar de já o ter medicado com paracetamol (supositório 125mg) pelo mau estar, decidimos ir ao serviço de urgência para ser observado por um médico.

Quando chegámos ao balcão de atendimento, já o rapaz estava mais calmo. Achámos estranho e fiquei a pensar que ainda nos iam mandar embora, pois ele já parecia outro, não tossiu uma única vez, nem apresentava sinais de dificuldade respiratória no momento da triagem. Ainda assim, por ter apenas 5 meses atribuíram-lhe uma pulseira amarela (segundo a triagem, trata-se de uma situação pouco urgente, com um tempo de espera máximo de 90 minutos).

Quando a médica o observou e auscultou, disse-me aquilo que eu já antevia: os pulmões estavam limpos e o que estávamos a fazer era o mas correcto (vapores e medicar para o mau estar e/ou febre). Viemos embora, não muito convencidos, pois sabíamos que ele não estava bem, mas ficámos mais esperançados que ele melhorasse.

Ao final do dia, já noite avançada, pelas 22h tivemos de regressar ao hospital, pois ele não mamava, recusava mesmo, a tosse tinha agravado e ele estava notoriamente com dificuldades em respirar. Desta vez ele não melhorou na viagem e, por ser uma recorrência, não aguardou tanto tempo para ser observado. Ficou em observação, aguardando inicialmente que quisesse mamar. Nesta fase era a mãe que estava com ele, pois só ela o pode amamentar (óbvio).

Dormiu, dormiu e, passadas algumas horas e alguma persistência da mãe, lá começou a pegar na mama e mamou bem. Já passava da uma da manhã e a mãe estava exausta. Foi então que trocámos de lugar. O rapaz também estava de rastos, cheio de sono, e após ouvir a sua tosse, a médica prescreveu-lhe uma nebulização. Eu bem que tentei acalmá-lo mas, com a nebulização e cheio de sono, ele debateu-se e não parava quieto. Decidi então, junto com a médica, adormece-lo primeiro e depois voltarmos a tentar.

Assim fizemos e ele nem deu por nada. Eram quase 2h quando começamos o tratamento e, quando terminamos, era 1h45. Estranho?? É que ainda por cima, foi nessa madrugada que mudou a hora, por isso acabámos por "ganhar" uma horita para dormir e recuperar desta desgastante aventura.

Uma aventura que tão cedo não esqueceremos, não só por ser uma "estreia" nestas andanças, mas também porque coincidiu com o seu "aniversário pequenino" dos 5 meses de idade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ninguém me pára!

O rapaz não pára de crescer!
À conta disso, e por mais que uma vez, já aconteceu termos roupa guardada pensando que ainda lhe era grande e, quando resolvemos vestir-lhe a mesma quase já lhe fica pequena.

Mas não é só no tamanho que se nota o crescimento, também ao nível do desenvolvimento é bem evidente.

Relativamente aos movimentos já se vira facilmente de um lado para o outro, embora ainda não rebole. Não muda, para já, da posição de deitado de costas para a posição de barriga para baixo mas, quando o ajudamos a virar, já suporta a cabeça e tolera bem essa posição (até acompanha o movimento de objectos e demonstra vontade de os querer alcançar).

Na hora do banho, adora chapinhar com as pernas na água... chegando por vezes a dar banho também aos pais! O pior (pelo menos mais perigoso, se não estivermos atentos) é que ele, também na banheira, se tenta virar de lado, e vira-se mesmo, agarrando-se à borda da banheira. Claro que rapidamente o volto a colocar direito, mas ele é persistente.

As mãos continuam a ser o seu "roedor" preferido, apesar de já lhe ter comprado um "gelado" para ele roer e coçar as gengivas, e insistir para ele o utilizar, colocando-lho nas mãos. Mas o rapaz só agarra o que quer, quando quer, para logo de seguida enfiar na boca. A sua coordenação mãos-olhos está assim numa boa fase de evolução.

A sua compreensão está a aumentar e demonstra perceber a sequência das diferentes rotinas, através dos movimentos do seu corpo. Quando o vamos levantar da cama ou tirar da cadeira auto, já se antecipa e começa e erguer as costas. Também na hora do banho, assim que ouve a água a correr, agita os braços e pernas frenéticamente, enquanto exibe um sorriso (desdentado, como nós carinhosamente apelidámos) contagiante.

Realmente, agora ninguém o pára mesmo... pelo menos deitado! Só quer estar sentado, seja ao colo, seja no sofá... mesmo sem apoio aguenta-se cada vez melhor!

Está a ficar um "homenzinho"...
Amanhã vamos a mais uma aula no Gymboree!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A nossa ida ao Gymboree!

Já fomos à primeira aula (grátis) no Gymboree de Aveiro (mesmo por detrás do Calçado Guimarães).

A expectativa era grande, pelo menos para os pais, para ver como era o espaço, se havia mais bebés a fazer as aulas, o que iriam fazer com o nosso filhote, qual seria a sua reacção... enfim, um número infindável de questões que, gradualmente e de forma surpreendente, foram sendo esclarecidas.

A aula teve lugar no Sábado pelas 18h. À chegada o pequeno estava quase a adormecer mas, como que por "magia", acordou e portou-se de forma exemplar durante toda a aula (ou 90% da mesma).

Os bebés são deitados sobre as suas mantas, de frente para um dos pais, por forma a interagirem um com o outro durante toda a sessão, seguindo o exemplo dos instrutores. Nesta aula só estavam 2 bebés, contando com o nosso, mas acredito que em breve serão muitos mais.

Começamos com uma canção de boas vindas e depois seguiu-se o exercício do espelho. Os bebés são colocados de barriga para baixo, com um pequeno rolo sob a barriga, para que tolerem melhor a posição de cabeça erguida. Apesar de ser a primeira vez, o nosso filho aguentou bastante tempo apoiado nas mãos, não tirando os olhos do "vizinho". Estava muito espantado. Depois começou a seguir as bolas coloridas que rolavam sobre o espelho.

A música esteve sempre presente. Por vezes os pais também eram convidados a cantar (ainda estamos a aprender as letras... com o filme que eu fiz).

Depois vieram os fantoches (de dedo) que, primeiro através de barulhos, e depois através de canções, atraíam a sua atenção estimulando o desenvolvimento auditivo. Ao fazer movimentos com os fantoches, o bebé segue-os com o olhar, estimulando o que se designa por "capacidade de acompanhamento visual" (ou "visual tracking" em inglês).

Ainda se seguiram mais jogos e actividades e, no final, é fornecida aos pais uma folha onde consta o que se aprendeu nessa aula e conselhos sobre o que podemos fazer em casa para continuar a estimular o nosso filho, brincando com ele.

Ficámos convencidos e vamos inscrever-nos para mais aulas.

Aconselho a todos os pais! Vão, levem os vossos filhos, e experimentem (pelo menos a primeira aula que é GRÁTIS).
Para mais informações cliquem em GYMBOREE.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O que eu já sei fazer!

Completos que estão os seus primeiros 4 meses de vida (ou como a mãe gosta de dizer, 4 aninhos pequeninos), o nosso rapaz não pára de crescer e de aprender novos "truques".

Para além de continuar a meter a mão na boca, para coçar as gengivas cada vez mais duras (ainda sem dentes a romper, mas igualmente "traumáticas" para os mamilos maternos), agora também já as usa para outros fins.
Inicialmente, as mãos fechavam-se quando sentiam algo na sua palma e agarravam o objecto, tratando-se apenas de um reflexo de preensão.

Neste momento o rapaz já "deita a mão" a tudo o que está ao seu alcance e fica muito contente com isso. Gosta de agarrar e puxar para si, quer sejam os toalhetes quando lhe vamos trocar a fralda, quer seja a roupa para vestir ou a fralda de pano que o tapa quando está na espreguiçadeira. Neste último caso, chega mesmo a cobrir a face com ela e depois fica aflito (é o instinto de sobrevivência a actuar, para evitar a asfixia, e nessas alturas temos mesmo de ajudá-lo).

O controlo da cabeça também melhorou, sendo capaz de a manter direita, durante mais tempo e sem apoio, quando está ao colo. Recentemente, depois de uma birra por não querer estar deitado, nem na cama nem na espreguiçadeira, sentei-o no sofá e... calou-se. Mesmo sem almofadas nem apoio dos lados, aguentou-se direitinho uns bons minutos. Até deu para filmar para depois mostrar à mãe.

Quando está feliz o rapaz já profere umas gargalhadas, mas quando depois tentamos que ele repita a gracinha... já não faz. Parece que só dá as gargalhadas quando quer e lhe apetece. Faz ele muito bem, que isto de ser engraçado não pode ser forçado... é quando se sente vontade!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sonhos bons ou maus?

Ao contrário do que alguns adultos imaginam, os bebés também sonham.
Estudos demonstram que os sonhos podem iniciar-se ainda na vida intra-uterina.

Recentemente, dei com o meu filho a soltar pequenos choros, como que gemidos estridentes, enquanto dormia (quer fosse nas sestas do dia ou no sono durante a noite).

Nessas ocasiões dirigia-me até ao quarto dele e, para meu espanto, ele continuava a dormir. É que às vezes o choro parecia de aflição ou medo e, claro, como um bom pai que pretendo ser, dirigia-me lá para o acalmar.

Apesar de já saber que os bebés sonham, nunca me tinha ocorrido que também tivessem pesadelos.

Segundo Eduardo Sá, psicólogo e psicanalista, "os pesadelos fazem bem à saúde" na medida em que se traduzem no "pensamento a fazer a 'revisão da matéria dada', enquanto dorme". É através deste processo que o pensamento reorganiza as memórias das experiências diárias, limpando as "poeiras" existentes, permitindo ao bebé saber o que virá nos dias seguintes.

O meu filhote só costuma ter, geralmente, um episódio de sonhos mais intensos por dia e predominantemente durante a noite. Algumas vezes chegou mesmo a acordar e aí eu vou ter com ele, falo-lhe calmamente, ofereço-lhe a chupeta e ele acalma-se e adormecesse de novo.

Esta noite ele teve um pesadelo logo no início da noite, apesar de não ter acordado, mas como chorou tão forte fui lá. Numa questão de segundos sossegou, dormindo cerca de 9h (o seu novo recorde pessoal)! A mãe agradeceu a primeira noite bem dormida, hoje que o rapaz completa 4 meses de vida.

Eu sempre ouvi dizer, e sou defensor da mesma teoria, que "dormir é meio sustento" mas o psicólogo Eduardo Sá vai mais longe defendendo que "em rigor, dormir não é um «meio» sustento: sonhar (com monstros, sobretudo) é que sim".

Se é um especialista que o diz...


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dormir fora de casa

Pela primeira vez, desde que teve alta da maternidade, o nosso filhote dormiu fora de casa.
Já está habituado a dormir em casa dos avós, maternos e paternos, mas nunca dormiu à noite fora da sua caminha.

Estavamos receosos quanto à sua reacção pois, além da casa, também a cama era diferente (daquelas de viagem, onde nunca havia dormido), como também a terra era outra, mais precisamente, a Aldeia das Dez, em Oliveira do Hospital.

Apesar de tudo isso e, mais uma vez, o pequenote surpreendeu-nos! Dormiu como um anjinho. Tão bem, ou melhor até, que algumas das noites na sua cama.

O cansaço da viagem também deve ter contribuido para isso, mas o local, a Aldeia das Dez é proprício a boas noites de sono, mesmo para os adultos, pois é extremamente sossegado e calmo. Qualquer um fica em paz com aqueles ares.

Claro que, dado o frio que se faz sentir por lá ao cair da noite, tivemos de tomar alguns cuidados com a roupa dele e da cama, levando roupas mais quentes e colocando várias camadas de roupa por forma a mantê-lo quentinho.

Felizmente tudo correu bem e foi uma boa experiência para todos. Temos de repetir em breve.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estará doente?

No início da semana fui com o meu filho ao centro de saúde para que a médica de família o observasse.

É que o rapaz, de há uns 5 dias para cá, começou com uma tosse seca que nos preocupou. Quer dizer, preocupou mais a mãe do que a mim (embora achasse aquela tosse um pouco estranha), uma vez que ele não tinha febre nem expectoração. Por vezes chegava mesmo a acordar de noite com episódios de tosse.

Apesar de ter quase a certeza que era normal, como a mãe costuma ter problemas respiratórios com alguma frequência, decidi que era melhor ir certificar-me.

A médica de família auscultou o pequeno e não detectou qualquer problema ao nível dos pulmões. Fiquei logo mais descansado e assim pude tranquilizar também a mãe.

Agora é o aspecto das fezes que nos tem despertado a atenção. Ultimamente tem feito um cocó de cor verde e granulado. Inevitavelmente, começamos a associar a tosse, os espirros e a cor do cocó, e como a mãe entretanto se constipou, ficámos preocupados se ele não estaria a adoecer mesmo.

A sua temperatura continua normal; As fezes têm consistência e não são líquidas; Quanto à cor, como já não estava bem certo, fui investigar. Ao que parece, são várias as razões para as fezes apresentarem cor esverdeada:
- Estar a ingerir lactose em excesso, o que acontece quando ele só mama o leite inicial e depois quer mudar de mama, não bebendo o leite posterior que é mais calórico;
- Pela normal oxidação dos pigmentos biliares;
- Pode tratar-se de algum vírus (o cenário mais preocupante, e aquele para que já estavamos a apontar).

Contudo, após a pesquisa e, conversando com a mãe, chegámos à conclusão que se pode tratar tão somente da primeira hipótese. Realmente quando ele "decide" largar uma mama ao fim de 6 ou 7 minutos, rejeitando voltar a mamar lá, a mãe vê-se "obrigada" a oferecer-lhe a outra mama. Desta forma, ele tem ingerido somente o leite inicial de ambas as mamas, mais rico em lactose e que pode estar a dar a cor esverdeada ao cocó.

Temos de insistir para ele mamar de forma a esvaziar uma mama antes de passar para a seguinte. Porém, se a situação mesmo assim se mantiver, contactarei novamente com a médica. Apesar de ser enfermeiro, sei reconhecer os meus limites, principalmente por que quando são os nossos acabamos por ter sempre menos certezas... não é verdade?


terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Triângulo Parental

O texto que se segue foi retirado de um trabalho da Psicóloga Filipa Dinis que, gentilmente, mo cedeu para enriquecer o blogue do maispai.

É um pouco extenso mas igualmente rico e motivador. Salientei a negrito algumas palavras chave e espero que seja para os restantes pais, tal como foi para mim, um incentivo extra para serem +PAI, na medida em que reconhece a importância e a influência do pai no desenvolvimento e educação do(s) filho(s). Sempre em complementaridade com a mãe, claro está.


"A relação mãe-bebé desenvolve-se a partir de várias reacções inatas do bebé à mãe e da mãe ao bebé. Este começa a vida com alguns padrões reflexos importantes. E este corpo a corpo, as estimulações vindas do corpo da mãe, constitui um meio ambiente suficiente para se desenvolverem, igualmente, as aprendizagens (Gleitman, 1986). Porém, a partir do segundo-terceiro mês, o bebé deixa de viver num mundo de corpo a corpo. Olha mais além e habita já um triângulo sensorial em que o que descobre é sentido sob o olhar de um outro, o pai. E, mesmo quando mama na mãe em frente-a-frente, a simples presença do pai modifica as suas emoções (Cyrulnik, 2001).

Os estilos de interacção da mãe e do pai com os filhos são distintos. No geral, o pai mostra comportamentos e atitudes diferentes dos da mãe, promovendo certo tipo de áreas de desenvolvimento em detrimento de outras e evidenciando formas de comunicação com os filhos que parecem essenciais, ou pelo menos relevantes ao desenvolvimento das crianças, e são diferentes, também, das da mãe (Balancho, 2003).

De alguma forma, a natureza terá previsto que a mãe e o pai, juntos ou separados, se complementariam nas suas funções e papéis e se apoiariam na tarefa fascinante, mas exigente, de educar.

«Podemos falar de três tipos de presença dos pais na vida diária dos filhos: a interacção/envolvimento, que é o contacto directo nos cuidados e actividades partilhadas (seja dar de comer, ler uma historia, ajudar nos trabalhos da escola, conversar sobre drogas ou praticar desporto, etc.); a acessibilidade, que se pode definir como a disponibilidade potencial do pai, ao estar por perto, física e emocionalmente do/a filho/a, mas sem haver, no entanto, interacção directa com ele/a (como seja estar numa das divisões da casa a ler ou a trabalhar, enquanto a criança brinca ou vê televisão, ou o adolescente toca viola, noutra divisão); e a responsabilidade, que corresponde à iniciativa e tomada de decisões práticas (como o saber que é preciso ir comprar roupa para a criança, levá-la às consultas médicas, seleccionar a escola, etc.). Independentemente de muitas destas acções serem partilhadas com as mães, o que aqui está em causa é aquilo que o pai realmente faz.» (Balancho, 2003, p. 37)

Falando globalmente, sabe-se que o pai se envolve mais em actividades de brincadeira, físicas e estimulantes, e que a mãe desempenha mais acções para acalmar os filhos, nos cuidados diários, tais como alimentá-los, dar-lhes banho, tratar das rotinas e dos cuidados corporais. Ao observar os pais em interacção com bebés, descobriu-se que tocavam mais mas falavam menos, fazendo ruídos ritmados para atrair a atenção dos filhos. Pela qualidade das brincadeiras, levavam os bebés por uma constante montanha russa emocional, saltando de actividades que exigiam imenso da criança e a excitavam, para actividades que tinham para a criança um nível de interesse mínimo. Ao longo do crescimento e desenvolvimento, muitas destas especificidades continuam a sentir-se. O pai continua a envolver-se com os filhos em actividades mais físicas que incluem levá-lo às cavalitas, atirá-los ao ar, fazer cócegas, a inventar jogos invulgares e com fantasia à mistura, enquanto a mãe tem o papel de os fazer “descer à terra”. Estas brincadeiras educativas, quando feitas com cuidado, são uma interacção calorosa e lúdica, que ajuda as crianças a regularem e controlarem os seus comportamentos e emoções, a lidarem com um leque grande de sentimentos e adaptarem-se a uma grande variedade de situações. Levam os filhos a observar atentamente as expressões faciais e linguagem corporal do pai e, enquanto lhes testam os limites, conduzem-nos a desenvolver a confiança e a aprender como lidar com situações deste tipo, no futuro, na vida. É a primeira grande aprendizagem sobre disciplinar com amor: mostra aos filhos que o pai os ama, que é forte e tem controlo sobre eles e que não os controlará, a não ser que seja necessário. Aprendem que o pai é poderoso e forte e ao mesmo tempo cuidadoso e brincalhão (Balancho, 2003).

A competência intelectual, o chamado QI, já surgiu associada ao envolvimento do pai nas brincadeiras, tempo de interacção e aspirações sobre a independência das suas crianças, mais uma vez fazendo sobressair o seu papel, diferente e presumivelmente complementar do da mãe".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tira a mão da boca!

De alguns dias a esta parte que o nosso filhote não tira as mãos da boca. Umas vezes enfia-a quase toda e "suga-a" com força (geralmente, quando está com fome), outras vezes parece introduzir, intencionalmente, apenas o polegar.

Acontece que a mãe insiste em retirar-lhe a mão da boca, principalmente no segundo exemplo, pois tem receio que ele se comece a habituar (mal) a chuchar no dedo em vez da chupeta. É que ele tem cá uma habilidade para retirar a chupeta, empurrando-a com a mão, quer esteja deitado ou ao nosso colo, enfiando logo de seguida o dedo na boca, que até parece que já está a teimar connosco.

No entanto, com base nos meus conhecimentos e no que tenho lido, penso que se trata apenas da descoberta do seu próprio corpo e que, por isso, não é necessário estar sempre a ralhar-lhe ( se bem que, quando ele introduz 3 ou 4 dedos na boca, aí puxo-lhe a mão para fora). Em vez disso, arranjo-lhe outras coisas para ele chuchar ou morder.

Segundo os especialistas, os bebés possuem mais de 10 mil papilas gustativas na boca pois, ao invés dos adultos que as têm apenas na língua, eles têm-nas em ambos os lados e no céu da boca (nota: as meninas possuem mais papilas gustativas que os meninos).

Assim, nesta fase, o bebé vai explorando o seu corpo, e o mundo que o rodeia, através da boca, chegando mesmo a introduzir os próprios pés!

Como já possui as capacidades para distinguir os diferentes paladares, é normal que as suas reacções sejam semelhantes às de um adulto. Quando prova algo doce a sua expressão facial é sorridente e faz uma careta quando prova uma coisa amarga.

Além da boca, todo o corpo do bebé é bastante sensível ao toque, ao tacto.
Segundo o Dr. Richard Woolfson, o bebé "começa a tornar-se sensível ao toque pouco tempo após a concepção e, pela 32ª semana de gravidez, todas as partes do corpo respondem a estímulos tactéis. (...) A sensibilidade do seu bebé desenvolve-se rapidamente nos dias que se seguem ao nascimento." (in Em que Pensa o Meu Bebé, 2007).

Ultimamente temos também notado que ele se "baba" muito. Parece salivar muito mais que antes, o que coincidiu com esta vontade de levar tudo à boca. Claro que ainda é muito cedo para serem os dentes a nascer mas, não obstante, é nesta altura, pelos 3-4 meses, que os mesmos se começam a formar no interior das gengivas, ficando estas mais duras, e por vezes magoando a mãe na hora da mamada.

Tudo isto é normal, faz parte do (bom) desenvolvimento do bebé, logo vamos tentar encontrar um equilíbrio entre o que cada um de nós pensa, e não radicalizar atitudes e comportamentos.

Em caso de dúvidas, consultem o vosso médico de família ou pediatra, enfermeiro(a) ou outro profissional qualificado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Por que chora o (meu) bebé?

Esta será, certamente, a questão que mais vezes repetimos ao longo do dia e que, se não for "respondida" rapidamente, provoca bastante ansiedade, nos pais, e frustração no bebé.

Frustração no bebé?! Mas porquê?

É compreensível que, sendo o choro uma forma primária de comunicação verbal do bebé, que varia consoante as suas necessidades, as quais ainda não satisfaz por ele próprio, se nós pais não percebermos o que pretende ele vai ficar cada vez mais aborrecido.

Esse choro pode ser acompanhado, ou não, de linguagem não verbal (agitar de braços e pernas, expressões faciais, etc) que, em conjunto, nos ajudam a "decifrar" o que é que o bebé nos está a dizer/ pedir/ avisar.

São inúmeras as razões para o bebé chorar: fome, desconforto, calor, frio, sono, falta de atenção, entre outras.

Penso não estar a mentir se disser que, a determinada altura das suas vidas de progenitores, todos os pais e mães já se depararam, pelo menos uma vez (geralmente no primeiro filho) com uma situação semelhante: Mas se ele já mamou, por que é que ainda está a chorar?"; "Já mamou, já tem a fralda limpa, por que é que não adormece?"; "O que é que ele tem? Serão dores ou fome? Terá sono ou quer brincar? Já não sei mais que lhe fazer.".

É perfeitamente normal que, quando somos pais pela primeira vez, nos sintamos inseguros e incapazes de entender o que nos diz o nosso filho quando chora. A maior parte das vezes "deve ser fome" e claro, nas primeiras semanas, as "cólicas" são justificação para todas as queixas.

Porém, com o tempo, a própria natureza, e claro o nosso bebé, se encarrega de "treinar" os ouvidos dos (recém-)progenitores para, gradualmente, perceberem o significado do choro. Inicialmente será por tentativa e erro que se vão eliminando as hipóteses mas, em pouco tempo, cada pai e cada mãe serão as pessoas mais capazes e habilitadas para distinguir os diferentes choros, uma vez que são quem melhor conhece o(s) seu(s) filho(s).

No meu caso, até aos 3 meses, tinha dificuldade em perceber o que queria o meu filho quando chorava, e ficava impressionado com a capacidade da mãe para decifrar o significado de cada choro.

Neste momento, passada que está apenas 1 semana da minha licença parental, já sou capaz de interpretar quando é que ele chora com sono ou se está apenas cansado de brincar. Consigo distinguir se é a fralda que está suja ou se já está a ficar com fome. Realmente, com o treino, qualquer pai/mãe consegue compreender o que o seu filho quer dizer com cada choro, pois eles são realmente diferentes.

Agora já me sinto +confiante para cuidar dele, pois sei do que ele precisa, e o que me pede. Claro que às vezes também não sou capaz de perceber logo à primeira e, mesmo eliminando as diferentes hipóteses, por vezes não sei o que ele tem. Nesses casos é preciso manter a calma e transmitir-lhe paz e serenidade, falando com ele num tom suave, enquanto o seguramos ao colo. Assim ele vai-se sentir seguro e saberá que eu, pai, vou estar lá para o ajudar, bem como a mãe, claro!

Para informações mais detalhadas sobre a interpretação do choro do bebé espreitem aqui ou, se preferirem frequentar um curso/ workshop sobre linguagem do bebé, dêem uma espreitadela acolá.